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Por que medir a limpeza com indicadores, e não apenas por percepção

O resultado da limpeza é essencial, mas ele não conta toda a história da operação.

Quanto tempo foi necessário para limpar determinada área? Qual foi o custo? Quanto da frota está realmente sendo utilizada? Por quanto tempo os equipamentos ficaram indisponíveis? Qual foi o consumo de recursos?

Acompanhar indicadores ajuda a responder a essas perguntas com dados e a identificar pontos que merecem análise.

Não existe um único indicador capaz de definir se uma operação é eficiente. O mais importante é analisar diferentes métricas em conjunto e acompanhar sua evolução ao longo do tempo.

Veja sete indicadores que podem contribuir para essa análise.

1. m²/h: produtividade da operação 

O indicador de m²/h relaciona a área efetivamente limpa ao tempo utilizado para realizar o trabalho.

Uma forma simples de calcular é:

m²/h = área efetivamente limpa ÷ horas utilizadas

Se uma operação limpa 6.000 m² em 5 horas, por exemplo, sua produtividade operacional média no período é de 1.200 m²/h.

Esse indicador pode ajudar a comparar períodos, turnos ou áreas semelhantes. Mas a comparação precisa considerar o contexto: tipo de piso, obstáculos, nível de sujidade, método de limpeza, equipamento utilizado e características do ambiente podem alterar significativamente o resultado.

Também é importante não confundir a produtividade medida na operação com a capacidade teórica informada nas especificações de um equipamento.

2. Custo por metro quadrado limpo 

O custo por m² ajuda a entender quanto a operação gasta para entregar determinada área limpa.

Uma forma de calcular é:

custo por m² = custos considerados no período ÷ área efetivamente limpa no mesmo período

Os custos considerados podem incluir, conforme o objetivo da análise, mão de obra, equipamentos, água, produtos químicos, consumíveis, manutenção e outros itens relacionados à operação.

O mais importante é manter o mesmo critério ao comparar períodos, unidades ou propostas.

Olhar apenas para o preço de um equipamento ou para o valor mensal de uma locação pode deixar outros componentes importantes dessa conta de fora.

3. Disponibilidade da frota

Disponibilidade indica quanto do tempo previsto os equipamentos estavam aptos a ser utilizados.

Uma referência de cálculo é:

disponibilidade = tempo em que o equipamento esteve apto a operar ÷ tempo previsto para disponibilidade × 100

Uma redução nesse indicador sinaliza que vale investigar o que aconteceu. As causas podem variar e precisam ser analisadas dentro do contexto da operação.

Acompanhar a disponibilidade ao longo do tempo ajuda a entender se a frota está oferecendo a capacidade necessária para cumprir o planejamento de limpeza.

4. Utilização dos equipamentos

Disponibilidade e utilização não são a mesma coisa.

Um equipamento pode estar disponível para trabalhar e, ainda assim, permanecer sem uso durante parte do período.

A utilização busca mostrar quanto do tempo disponível foi efetivamente convertido em operação:

utilização = tempo efetivo de uso ÷ tempo disponível × 100

Quando esse indicador é acompanhado ao longo do tempo, ele ajuda a identificar diferenças entre o planejamento e o uso real da frota.

Uma baixa utilização não significa automaticamente que determinado equipamento seja desnecessário. Ele pode atender picos de demanda, áreas específicas ou necessidades de contingência. O dado indica onde vale investigar.

5. Downtime

Downtime é o período em que o equipamento deveria estar disponível para a operação, mas permanece indisponível.

Mais do que registrar o total de horas paradas, é importante entender a causa de cada ocorrência.

Ao acompanhar esse indicador ao longo do tempo, o gestor consegue identificar recorrências e avaliar o impacto das indisponibilidades no planejamento da limpeza.

Para que o indicador seja útil, a empresa também precisa definir claramente o que considera downtime e manter esse critério de medição ao longo do tempo.

6. Custo de manutenção

O custo de manutenção reúne os gastos relacionados à manutenção dos equipamentos dentro de determinado período.

Dependendo da estrutura da operação e do objetivo da análise, podem ser considerados itens como peças, mão de obra técnica e outros custos associados aos serviços realizados.

Uma forma útil de acompanhar esse indicador é observar sua evolução ao longo do ciclo de vida do equipamento.

O custo, porém, não deve ser analisado isoladamente. Idade da máquina, intensidade de uso, condições da aplicação e histórico de manutenção também ajudam a contextualizar os números.

7. Consumo de água e produtos químicos

Água e produtos químicos também fazem parte do custo da limpeza.

O consumo pode ser acompanhado em relação à área efetivamente limpa ou a outro parâmetro operacional adequado à realidade da empresa.

Por exemplo:

consumo de água por m² = volume de água utilizado ÷ área efetivamente limpa

A mesma lógica pode ser aplicada ao produto químico.

Acompanhar esses números ao longo do tempo ajuda a identificar variações de consumo e avaliar processos, métodos e equipamentos utilizados.

Além do impacto nos custos operacionais, o uso de recursos também é relevante para empresas que acompanham indicadores e metas ambientais.

Como relacionar esses indicadores com os dados de telemetria

Nem todos esses sete indicadores vêm da telemetria.

Essa distinção é importante.

Quando disponível no equipamento, a telemetria pode fornecer dados sobre sua utilização e ajudar a comparar o uso real com o planejamento da operação.

Essas informações podem complementar indicadores como utilização da frota e apoiar análises sobre o dimensionamento dos equipamentos.

Já métricas como custo por m², consumo de água e produtos químicos, custo de manutenção e produtividade total da operação podem depender de informações provenientes de outras fontes.

O valor está em cruzar os dados disponíveis, e não em esperar que uma única tecnologia forneça todas as respostas.

Indicadores funcionam melhor quando analisados em conjunto

Um número isolado pode levar a conclusões incompletas.

Uma máquina com baixa utilização, por exemplo, pode parecer excedente. Mas, se ela for necessária para atender períodos de pico ou uma atividade crítica, sua presença pode estar plenamente justificada.

Da mesma forma, aumentar o m²/h não significa necessariamente melhorar toda a operação se o resultado da limpeza não atender ao padrão necessário ou se outros custos aumentarem.

Por isso, o contexto é tão importante quanto o indicador.

A pergunta não deve ser apenas “o número melhorou?”, mas também “o que esse número representa para a nossa operação?”.

Conclusão

Medir a eficiência da limpeza profissional significa transformar diferentes aspectos da operação em informações que possam ser acompanhadas e comparadas.

Produtividade, custo por metro quadrado, disponibilidade, utilização, downtime, custo de manutenção e consumo de recursos oferecem perspectivas diferentes sobre a mesma operação.

Quando analisados em conjunto e com critérios consistentes, esses indicadores ajudam gestores a identificar oportunidades, investigar desvios e tomar decisões mais fundamentadas sobre processos e frota.

Na Nilfisk, nossa abordagem é entender as necessidades de cada operação e apoiar a escolha de soluções adequadas aos seus objetivos de limpeza e produtividade.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Como calcular o m²/h de uma operação de limpeza? Divida a área efetivamente limpa pelo número de horas utilizadas para realizar o trabalho. Ao comparar resultados, considere fatores como tipo de piso, obstáculos, nível de sujidade, método e equipamento utilizado. 

O que é downtime na limpeza profissional? É o período em que um equipamento deveria estar disponível para a operação, mas permanece indisponível. Para acompanhar o indicador de forma consistente, é importante definir quais situações serão classificadas como downtime. 

Como calcular o custo por metro quadrado limpo? Divida os custos considerados no período pela área efetivamente limpa no mesmo intervalo. Defina previamente quais custos entrarão no cálculo e mantenha o mesmo critério nas comparações.  

Qual a diferença entre disponibilidade e utilização de um equipamento? Disponibilidade indica se o equipamento está apto a operar durante o período previsto. Utilização mostra quanto desse tempo disponível foi efetivamente convertido em uso. 

Como reduzir o consumo de água e produtos químicos na limpeza? O primeiro passo é medir o consumo com um critério consistente e identificar variações. A partir daí, é possível avaliar fatores como processo, método de limpeza, dosagem e equipamento utilizado para identificar oportunidades de otimização.